Dos bastidores ao palco: como atuei no Miss RS em formato reality show

Dos bastidores ao palco: como atuei no Miss RS em formato reality show

Os concursos de beleza no Rio Grande do Sul ocupam um lugar de destaque na minha trajetória profissional. Ao longo dos anos, atuei em diferentes frentes dentro desse universo: fiz coberturas jornalísticas, trabalhei como assessor de imprensa, produtor e social media em diversos eventos do segmento.

Depois de colaborar com organizações como Garota Verão, realizado pelo grupo RBS, Miss Latina e Mister Rio Grande do Sul, em 2017 cheguei ao principal palco desse cenário: o Miss Rio Grande do Sul. A tradicional competição, uma das etapas classificatórias para o Miss Universo, vivia naquele momento seu segundo ano sob uma nova gestão, que buscava atualizar e modernizar o formato do concurso.

Fui contratado pela Band RS para atuar em duas frentes: como produtor do evento e como social media, acompanhando de perto o dia a dia das finalistas. Naquele ano, a organização decidiu inovar e transformou o concurso em um reality show — algo inédito para a época. Por mais de seis décadas, o evento seguia um formato consagrado: um grande show final com desfiles em traje de banho, gala e a clássica rodada de perguntas. A proposta agora era confinar as candidatas em uma casa e exibir um programa diário na TV, em que cada episódio colocava as finalistas à prova nas etapas já conhecidas do concurso.

Um júri formado por uma mentora fixa e dois convidados — especialistas nas áreas avaliadas — era responsável pelas classificações. Ao final de cada episódio, transmitido ao vivo, cinco participantes eram eliminadas. Começamos com 20 candidatas, e apenas cinco chegaram à grande final, na sexta-feira.

Foi uma experiência marcante, que me envolveu do início ao fim. Acompanhei desde a seletiva regional — que escolheu, entre 70 candidatas, as 20 finalistas — até a coroação da vencedora. Atuei na produção geral, cuidando de aspectos administrativos como fichas de inscrição, cronograma de atividades e atendimento às misses. Também assinei o styling do ensaio oficial das finalistas e fui responsável pela produção do shooting.

Na área do jornalismo, escrevi os perfis das candidatas para o site da Band e dirigi o fotógrafo nas produções de conteúdo. Além disso, alimentei o perfil oficial do concurso no Instagram com fotos, vídeos e bastidores, que movimentaram os stories ao longo da semana.

O sucesso de audiência foi tão grande que o formato se repetiu por mais duas edições, em 2018 e 2019. A experiência ainda me levou a colaborar com a organização do Miss Brasil, oportunidade que me levou a viajar por três estados acompanhando etapas regionais. Mas essa já é uma história para outro post.

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