Eu havia acabado de concluir o mestrado, em agosto de 2022, quando fui indicado para uma oportunidade na Secretaria da Cultura de Novo Hamburgo. Logo nos primeiros dias de trabalho, fui convocado para uma reunião sobre o planejamento e organização da Virada Cultural na cidade. A edição anterior havia repercutido positivamente na região, com atividades que marcaram a comunidade — o show do cantor Nando Reis, por exemplo, lotou a praça central do município. A expectativa para aquele ano, portanto, era grande.
Após um debate sobre os diversos aspectos do evento, recebi uma missão direta do secretário: criar o conceito da nova edição. Esse conceito seria o ponto de partida para todos os desdobramentos. Ele me falou sobre o que havia ficado da edição anterior, a mensagem que havia sido transmitida e o desejo de consolidar a Virada Cultural como uma marca de Novo Hamburgo.
Ouvi atentamente, fiz anotações e destaquei palavras-chave. Depois, mergulhei em um processo de imersão: revi imagens e vídeos da edição anterior, estudei o conceito utilizado e comecei meus rabiscos. Naquele momento, eu estava em um estado de sensibilidade bastante aguçado, resultado de um processo intenso de reflexão vivido durante o mestrado — defendido poucos semanas antes, após dois anos de trabalho integralmente realizados durante o confinamento da pandemia. A pesquisa havia sido, também, uma espécie de reencontro com minha própria trajetória, resgatando momentos decisivos que me levaram ao jornalismo.
Foi nesse estado de espírito que cheguei ao conceito “Florescendo a cidade”. Confesso que, ao apresentar, estava cheio de inseguranças — será que tinha exagerado? Será que faria sentido para a equipe? Mas a resposta foi empolgante: o conceito foi aprovado com entusiasmo e acabou sendo adotado também como guarda-chuva para outros dois eventos realizados no trimestre final do ano.

Compartilho no anexo o material que deu origem a esse conceito. Além disso, naquele evento, também assumi a comunicação visual, a gestão das redes sociais e a coordenação da cobertura. Mas essa já é uma história para outro post.






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